terça-feira, 24 de maio de 2011

Desconfortos na Gravidez

    Com a gravidez o seu corpo altera-se, é normal que comece a sentir alguns desconfortos causados pelo aumento de tamanho do útero grávido e pelas hormonais, que se encontram em circulação em maior quantidade que o normal.
É natural que com o avançar da gravidez haja alterações mais evidentes a nível corporal, assim, serão nomeados os desconfortos possíveis e as várias estratégias que poderá adotar para os diminuir. Isto não significa que todos os problemas estejam obrigatoriamente presentes na mesma grávida, deste modo apenas estará preparada e informada sobre os mesmos, sabendo como atuar caso seja necessário.

Desconfortos do 1º trimestre:

·                       Aumento da quantidade de saliva – Engula a saliva, cuspir só vai fazer aumentar mais a salivação. Beba bastante líquidos se tiver calor, e/ou pingue gostas de limão na boca, puro ou diluído em água.
·                       Corrimento vaginal – realize higiene genital 2 vezes ao dia, utilize roupa interior de algodão, caso observe alterações neste corrimento, tais como cor amarelada, ardor ou cheiro intenso informe o seu médico.
·                       Mamas tensas e sensíveis – não estimule nem use roupas demasiado justas, utilize um soutien que lhe forneça um bom suporte e lhe seja confortável.
·                       Náuseas e vômitos – coma refeições pequenas, de 3 em 3 horas, beba líquidos no intervalo das refeições, evite comidas picantes ou muito condimentadas e grandes tempos de jejum, se o cheiro da comida lhe for incomodativo não cozinhe, apanhe ar fresco e faça exercícios leves como caminhar. Frutas cítricas ajudam bastante no alivio dessa sensação de enjôo, assim como chás de hortelã, camomila e erva doce.E se quiser usar cromoterapia, use o amarelo. Use roupas dessa cor, tome banho de luz com lâmpadas amarelas e etc.
·                       Sensação de enfartamento – não se deite logo após as refeições e coma em pequenas quantidades várias vezes ao dia.

Desconfortos do 2º trimestre:

·                       Aumento do abdômen – verbalize os seus sentimentos, partilhe os seus medos com alguém da sua confiança, utilize roupa adequada à gravidez mas que seja igualmente bonita, chamativa e foque os aspectos positivos.
·                       Azia – fracione as refeições, evite alimentos fritos ou condimentados, adote uma posição mais direita, não se deite completamente, só com indicação médica deverá usar anti-ácidos.
·                       Comichão – faça higiene com água morna, aplique creme hidratante diariamente, cremes e produtos de higiene devem ser de pH neutro, seque a pele suavemente sem friccionar, use roupa de algodão adequada.
·                       Dores de cabeça – refugie-se em ambientes calmos e com pouca luz, aplique um pano com água fria na testa ou nuca, faça uma refeição ligeira, vá á farmácia para avaliar a tensão arterial se os sintomas persistirem e contacte o seu médico em caso de necessidade.
·                       Dores de costas – faça períodos de repouso, evite estar muito tempo em pé, mantenha uma postura correta, evite sapatos de salto alto, ao baixar-se faça flexão das pernas e não das costas. Pratique exercícios físicos, como natação e yoga. Alongamentos também são ótimos para previnir dores nas costas. Massagens também podem ser feitas, pelo seu companheiro, que além de aliviar sua dor promove uma interação ainda maior do casal. Você também pode massagear suas costas, deite-se no chão sobre uma bolinha de tênis, faça movimentos circulares sobre ela na altura do quadril e da lombar(região de mais queixas de dor na gestação).
·                       Inchaço das pernas e pés e varizes – utilize meias de descanso, quando sentada ou deitada tenha sempre que possível os pés num plano mais elevado, pratique exercício específicos, como andar na ponta dos pés em casa, ou na areia, faça uma dieta pobre em sal, utilize roupa e calçado confortáveis. Abuse de líquidos e bebidas diuréticas, um exemplo disso é o chá de casca de abacaxi, chá de chapéu-de-couro e cana-do-brejo, que são muito bons para o alivio do inchaço. Para proporcionar alívio imediato nos inchaços, dê um banho de água fria nas pernas com um chuveirinho, ou um banho de imersão num balde ou bacia.
·                       Flatulência – mastigue os alimentos devagar, evite alimentos e bebidas susceptíveis de provocar gases e faça exercício.
·                       Gengivites ou sangramento das gengivas – faça uma higiene oral correcta e frequente pelo menos 2 vezes ao dia, utilize uma escova macia.
·                       Pigmentação da pele aumentada – é inevitável, pode aparecer também acne e pele oleosa. Não deixe de passar protetor na pele antes da exposição solar.E só se exponha ao sol nos horários permitidos aos bebês, até as 10 horas ou após as 15 horas.
·                       Prisão de ventre e hemorróidas – Muitas grávidas sofrem desse mal, mas existem diversas formas para regularizar o intestino da mulher. O principal é mudar a alimentação, invista na polpa do mamão, ameixa e em alimentos ricos em fibra. Troque o arroz e o pão branco, pelos integrais. Inclua na alimentação mais folhas, frutas secas (como damasco uva-passa, pêra seca) e frutas em seu estado natural, também são ricas em fibras. Passe a utilizar mais o azeite no preparo dos pratos. E beba bastante líquidos, a água da ameixa e água com mel ajudam bastante. Mas além disso mude seus hábitos, uma mulher sedentária está mais propensa a ter prisão de ventre. Coloque seu corpo em movimento, isso ajudará seu intestino a funcionar da melhor forma possível.
·                       Queda de pressão – evite estar muito tempo de pé ou realizar movimentos bruscos principalmente quando acorda, se se sentir tonta sente-se e coloque a cabeça entre os joelhos e respire profundamente, coma uma pitada de sal se a sua pressão não for, normalmente, alta. durma e descanse preferencialmente virada para o lado esquerdo, evite locais muito abafados, com muita exposição solar e estar muito tempo sem comer. E tome cuidado também com alimentos que favorecem a queda da pressão, como doces em excesso, maracujá e alguns chás como o de capim-limão.

Desconfortos do 3º trimestre:

·                       Aumento da frequêcia urinária – realize exercícios de Kegel (interromper a micção e reiniciá-la); faça uma restrição de líquidos antes de se deitar, caso sinta dor ou ardor ao urinar contacte o seu médico.
·                       Câimbras – repouse, faça uma massagem, estique o pé, isto é, peça a alguém que lhe puxe o pé na direção da cabeça mantendo o joelho estendido, aplique calor na região afetada.
·                       Contrações de Braxton-Hicks – é uma preparação do útero para o parto são pouco intensas e de curta duração, certifique-se que não é um sinal de parto, repouse e/ou mude de posição.Tome um banho que e relaxante, elas tendem a melhorar com isso.
·                       Insônias – relaxe, pode pedir a alguém que lhe faça uma massagem, deite-se confortavelmente com o apoio de almofadas, tome um copo de leite morno ou  não muito quente antes de se deitar e se gostar de ler pode fazê-lo na cama para a ajudar a adormecer. Pratique meditação antes de dormir, tente se conectar com o seu bebê mandando pra ele todo amor que você sente por ele. Mentalize que seu parto correrá bem e que seu filho nascerá muito saudável.
·                       Pressão na região genital e anal – repouse, faça exercícios de relaxamento.
·                       Sensação de “falta de ar” – adote uma postura correta, ao dormir utilize mais almofadas de modo a fazer uma elevação da cabeça, evite comer demasiado e encher muito o estômago, principalmente não fume. Se você trabalha muito tempo sentada, essa postura prejudica nessa sensação de falta de ar, lembre-se sempre de levantar e se espreguiçar, inspirando quando levantar os braços e expirando quando abaixá-los, de vez em quando. É preciso também exercitar sua respiração, o exercício ideal pra isso é o seguinte. De pé, com os braços esticados para a frente, inspire e abra os braços para o lado, como um crucifixo, e feche-os expirando. Pratique, pelo menos, 10 vezes seguidas, várias vezes ao dia.
·                       Incontinência urinária  –  Um exercício que a grávida também não pode deixar de fazer é o fortalecimento do músculo entre a vulva e o ânus, períneo. Quando essa musculatura está fortalecida,  a mulher não sofrerá desse problema nem durante a gravidez, nem no pós parto e nem na velhice. Esse é um exercício, fácil e que pode ser feito em qualquer lugar, e ninguém irá reparar.Contraia o ânus e a vulva simultaneamente por 1 segundo, o períneo acaba sendo contraído junto, relaxe o dobro do tempo e repita o movimento, várias vezes por dia, o máximo que você conseguir.
·                       Anemia – Toda grávida apresenta um pouco de anemia no final da gestação, é norma. Mas ela deve ser combatida com o aumento de alimentos que contenham ferro na sua alimentação. Você precisa comer mais raízes (beterraba), todos os legumes, frutas e verduras vermelhas, folhas verde-escuras, brotos e em lugar de açúcar branco, o mascavo. Entre as frutas, o açaí é uma fonte excepcional de ferro. E outra coisa a ser adotada é logo após da refeição consumar alguma alimento que contenha vitamina c, que ajuda na absorção de ferro. 


Referências:
Meditações para gestantes: o guia para uma gravidez saudável, plena e feliz/ Fadynha- 7 ed.- São Paulo;Ground,2010

Espero que gostem bastante do texto e aproveitem as dicas, contidas nele.

Mil beijocas e Namastê

Doula Pati Fróes
Carinho, apoio e cuidado no momento que a mulher mais precisa.

Mamaço Nacional no Rio de Janeiro


Cinco de Junho é dia do meio ambiente, por esta razão foi escolhido para a realização do evento Mamaço Nacional.

O movimento pela amamentação já é antigo e consolidado, basta ver quantas ONGs mantém atuante a conscientização e valoração da amamentação.
Mas, a expressão Mamaço, surgiu após a antropóloga Marina Barão, ter sido impedida, cerca de dois meses atrás, pela monitoria da exposição do artista plástico Leonílson, no Instituto Itaú Cultural da Avenida Paulista, com a argumentação de ser proibido se alimentar naquela sala.
A mãe portava seu bebê de dois meses num sling, que ao sentir fome, naturalmente o colocou para mamar.  
Após o incidente, Marina organizou o movimento que chamou de “Mamaço Cultural”, onde reuniu pouco mais de 50 mães num evento apoiado pela instituição, que se retratou publicamente.

Paralelamente, nos dias que antecediam o evento, que aconteceu no início deste mês de maio, a jornalista Kalu Brum, publicou em seu perfil na rede social Facebook uma foto sua amamentando seu filho.
No dia seguinte, o Facebook enviou-lhe um comunicado, que sua foto seria retirada por conter conteúdo impróprio.
A Jornalista então criou uma comunidade na rede convidando a todos que trocassem a imagem de seus perfis, por uma foto de amamentação, e aludindo ao evento em São Paulo, chamou a comunidade de “Mamaço Virtual – Porque Amamentar é Beleza Pura!”, além de ter acontecido uma blogagem coletiva em muitos blogs escritos por mães.

Os dois eventos foram um sucesso, pois abriu ainda mais espaço para discutir a valorização da amamentação e dessa forma discutir também, a inclusão de espaços destinados à amamentação em locais públicos.

A temática é abrangente, e envolve não só questões políticas e antropológicas, como, o assunto permeia toda a sociedade e precisa que haja um redirecionamento em toda a estrutura pensada até então, para que a Família seja prioridade na construção de uma nova sociedade.

Assim surgiu o evento “Mamaço Nacional”, afim, de dar continuidade ao evento que já aconteceu na cidade de São Paulo, para que o tema se faça ainda mais presente nas mídias e nas pautas do congresso.

Muitas Cidades já confirmaram sua participação, tais como Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Curitiba e outras que estão aderindo e juntando forças.
O evento está sendo produzido por mães em caráter informal, sem fins lucrativos.


Pretendemos reunir mulheres e sua rede de apoio num espaço público para conversar, trocar informações, ampliar nossas redes e amamentar nossos filhos.

Para o Rio de Janeiro, a idéia é fazer um piquenique no parque, onde cada um traga um lanche ou uma fruta para uma celebração coletiva.
Além da roda de amamentação, teremos a participação de mães artistas apresentando seus trabalhos.
Já temos confirmada a apresentação de um recital de Kantele, um instrumento finlandês, com Marília Felicíssimo, Teatro de mesa para as crianças pequenas com Ana Luiza e Miza, Contação de Histórias para os maiores com Maribel Barreto.  
Estamos sugerindo também, que as mães tragam fotos pessoais amamentando seus filhos, para fazermos um varal de exposição dessas fotos. 

Maribel Barreto
Mãe,
Organizadora do evento no Rio de Janeiro,
Autora do Blog “Um Blog de Mãe”,
Contadora de Histórias

Contato:
9285 7018
barreto.maribel@gmail.com

Serviço:
Parque Lage (A Confirmar)
dia 05/06 as 10 horas


Blog de Divulgação do Evento de Clara K Maluk
Grande Mamaço Nacional



Espero que todas as mamíferas e amigas do peito se animem pela causa.

Mil beijocas e Namastê.

Doula Pati Fróes
Carinho, apoio e cuidado no momento que a mulher mais precisa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Médico cesarista? Tô fora !!

Um texto simples e muito bom, com dicas de perguntas para você fazer ao seu médico e descobrir se ele realmente apoia o parto normal. Espero que curtam bastante o texto.


"Seu médico é a favor do parto normal?

Confira algumas perguntas-chave que vai dar a você uma ideia da postura do profissional.

1. Parto normal e cesárea dão na mesma? Por que motivos você faria uma cesárea?  
Deixe-o falar, expor seus métodos. Tem médicos que já começam assim: “Mas parto normal, em São Paulo, que o hospital é longe, e tem trânsito? Não é melhor marcar logo uma cesárea?”. Se não ficar satisfeita com a resposta, cheque depois com a secretária, como quem não quer nada, qual é a taxa de parto normal e de cesárea do profissional. Converse também com outras pacientes. A sala de espera é ótima para fazer essa pesquisa.
2. Qual é a sua taxa de partos normais? Quantos fez este ano? Quanto durou o mais demorado? O ideal é que o médico não titubeie e que, pelo menos em algum caso, tenha esperado o parto acontecer, mesmo que demorado. Estranhe se, ao longo dos vários meses do pré-natal, ele nunca desmarcar uma consulta por estar acompanhando um parto. 
3. Quanto tempo você espera após a 40a semana? Se a resposta for: “Nem um dia, é perigoso!” ou algo próximo disso, desconfie. Se o bebê estiver bem e a mãe idem, esperar 42 semanas é normal. 

4. Que procedimentos você usa na hora do parto? Alguns médicos costumam aplicar soro com ocitocina ou romper a bolsa para acelerar as contrações logo no início do trabalho. Muitos também fazem, de rotina, um corte no períneo (episiotomia), sem avaliar se isso é realmente necessário. São indicações de que o profissional não tem paciência para esperar o parto desenvolver-se normalmente, o que pode demorar até 18 horas. Médicos mais naturalistas deixam o parto acontecer, com o menor número de intervenções possíveis de sua parte. 


5. Vou ter liberdade para escolher a posição na qual me sentir mais confortável ou terei de passar o tempo todo na cama? Deitar de costas com as pernas para o alto é bastante dolorido. Essa posição faz com que o peso do útero comprima vasos sangüíneos localizados nas costas, o que pode provocar falta de ar para a mãe e de oxigenação para o bebê. O ideal é que o obstetra dê à gestante o direito de escolha. Muitas preferem caminhar, sentar ou ficar de cócoras nas contrações. 

6. Quero fazer um plano de parto, dizendo como gostaria que tudo corresse no dia: você assinaria esse documento, me indicaria leituras? O médico deve incentivar a mulher a tomar pé da situação. Para o profissional pró parto normal, quanto mais informação a paciente tiver, melhor. O plano de parto é uma maneira de comprometer seu médico."


Mil beijocas e Namastê 

Doula Patii Fróes 
Carinho, apoio e cuidado no momento que a mulher mais precisa.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Motivos reais para indicação da cesariana

Conheça os motivos alegados pelos médicos – e entenda porque nem todos eles significam que a cesárea seja, de fato, a única opção.
O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte dos convênios aos médicos que fazem parto natural até o medo das dores do parto. No entanto, o parto normal tem várias vantagens, como recuperação mais rápida e menos dolorida da mãe, menor risco de infecções e hemorragias e menor risco de dificuldade respiratória no bebê. O mais importante é que a escolha seja feita pela principal personagem desta história: a mãe.
Como donos da informação, muitos obstetras não admitem questionamentos, diz a ginecologista e obstetra Melania Amorim.
É difícil argumentar quando não se tem essas informações. Afinal de contas, quem está dizendo isso é o médico em quem a mulher confia e que acompanhou todo o pré-natal”, completa a obstetra Andrea Campos.
Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. Use toda informação a seu favor – até para encontrar um obstetra alinhado com seus objetivos. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.
O bebê está com o cordão enrolado”
“A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos”, conta Melania. Só que o diagnóstico de circular de cordão – quando o cordão umbilical está enrolado em qualquer parte do corpo do bebê – não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.
Você está com a pressão alta” ou “Você está com a pressão baixa”
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.
O bebê não está encaixado”O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.
O bebê passou do tempo”
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.
Os batimentos do bebê estão acelerados”
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.
A cabeça do bebê é muito grande”
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. “Muitas vezes usa-se esta desculpa antes do trabalho de parto, mas só dá para saber que existe a desproporção durante o trabalho de parto”, conta Melania. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.
O bebê é muito grande”
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.
Você já fez uma cesárea anteriormente”
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal. “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.
Você não tem dilatação”
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.
Você está constipada”“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.
"O período expulsivo está demorando muito"O período expulsivo é a segunda fase do parto natural. Ele vai da hora em que a dilatação está completa até o momento em que o bebê efetivamente nasce. Os limites toleráveis para a duração do período expulsivo são muito variáveis. “Há quem indique cesárea depois de 30 ou 40 minutos de período expulsivo. Mas, com analgesia, o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) considera segura uma duração de até 3 horas. Sem analgesia, 2 horas”, explica Melania. Antes disso, outras medidas podem ser tomadas, como a prescrição de ocitocina (hormônio que acelera as contrações), vácuo-extração ou fórceps. “Mas eu diria que só chegar a período expulsivo hoje no Brasil é uma vitória. A maioria das cesáreas são eletivas, realizadas antes do trabalho de parto”, lamenta Melania. E, consequentemente, antes de ser possível avaliar a real necessidade da intervenção cirúrgica.
Quando a cesárea necessária:
Existem, sim, muitos casos em que ela pode salvar a vida da mãe e do feto. Mas a maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas eletivas – ou seja, marcadas – podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:
- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente – e a cesárea é a via de parto mais rápida.
- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.
- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.
- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada. ( Estudos também mostram que a gestante que faz o tratamento corretamente na gravidez pode ter um parto normal,pois o risco de contaminação é próximo a 0%).
- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.
- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.

Espero que gostem do texto e aproveitem bastante essas informações. 
Mil beijos



Doula Pati Fróes
Carinho, apoio e cuidado no momento que a mulher mais precisa

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Plano de parto

 O plano de parto é usado para revelar as preferências dos pais em relação a itens relacionados com o parto e com o tratamento oferecido ao bebê após o nascimento, mas sem comprometer a qualidade da assistência recebida pela parturiente e seu filho.
 Serve também como um exercício de conhecimento e reflexão sobre todas as opções que você tem em relação ao trabalho de parto e pós parto. Entendendo melhor o que você quer, você poderá expor ao seu obstetra e discutir com ele exatamente o que você quer.
 Os brasileiros estão percebendo que a gestante/parturiente precisa recuperar o controle de um momento que é dela e de seu bebê, o parto.Eventos artificiais foram sendo introduzidos com o passar dos anos, e transformaram, o que antes era fisiológico em um doloroso e invasivo  procedimento médico.
 Abaixo se gue uma lista de procedimentos que acontecem no atendimento para você se inteirar, todas explicadas com base em evidências científicas.


DURANTE O TRABALHO DE PARTO
Você Quer?
Explicação
1) Presença de um acompanhante de sua escolha durante todo o parto, da admissão ao nascimento.
Elimina o estresse da separação. Seu parceiro pode provê-la com suporte emocional durante o trabalho de parto e durante todos os procedimentos necessários. A presença do pai propicia a formação dos laços familiares com o novo membro que vai nascer. É direito garantido por lei federal.
2) Presença de outras pessoas da família ou amigos durante o trabalho de parto e parto. A presença de outras pessoas da família ou amigos pode significar mais apoio para você e seu parceiro. Não há aumento na incidência de infecções, desde que essas pessoas não apresentem sinais de doença (por exemplo, coriza ou diarréia)
3) Lavagem Intestinal (Enema, Fleet-Enema, Enteroclisma). A lavagem intestinal é desconfortável e desnecessária se você teve funcionamento normal do intestino nas últimas 24h. No entanto, se você estiver constipada, poderá a qualquer momento solicitar uma aplicação.
4) Liberdade para caminhar. Caminhar estimula o útero a funcionar eficientemente. Os trabalhos de parto que incluem livre caminhar são mais curtos e menos propensos a receber medicamentos analgésicos.
5) Liberdade para mudar de posição. Sentar, deitar de lado, ajoelhar, acocorar, cada posição pode funcionar melhor ou ser mais confortável em diferentes momentos do trabalho de parto.
6) Uso da água no trabalho de parto. Passar parte(s) do trabalho de parto sob o chuveiro ou imersa numa banheira diminui a necessidade de medicamentos para dor.
7) Bebidas e alimentos com alto teor de carboidratos e pouca gordura à vontade. Alimentos ricos em carboidratos e pobres em gordura permitem digestão rápida e suprimento energético necessário durante o trabalho de parto. Líquidos previnem a desidratação.
8) Água e bebidas leves. Você pode ficar com a sensação de boca seca por causa das técnicas de respiração.
9) Objetos pessoais (camisola pessoal, música, flores). Objetos familiares podem melhorar a experiência do parto ao permitir um melhor relaxamento e mais conforto.
10) Tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) apenas se desejado. A raspagem dos pelos não diminui a incidência de infecções e o crescimento no período de pós-parto pode ser bastante desconfortável.
11) Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica. A infusão intravenosa restringe a mobilidade e interfere no relaxamento. A ingestão de líquidos leves no trabalho de parto reduz a chance de desidratação. As hemorragias em partos espontâneos e não medicamentosos são muito raras para justificar o uso de infusão preventiva.
12) Monitoramento fetal eletrônico apenas se houver indicação médica. Em parturientes de baixo risco, a auscultação intermitente dos batimentos cardíacos fetais por uma enfermeira ou parteira treinada demonstrou ser tão efetivo quanto o uso do monitoramento fetal eletrônico. Além disso, o aparelho restringe o movimento, podendo ser também bastante incômodo. Geralmente as mulheres são instruídas a deitar de costas, posição que pode ser muito desconfortável e ter ação negativa sobre o trabalho de parto e o bebê. O uso intermitente do monitor pode ser uma alternativa.
13) Rompimento espontâneo da bolsa das águas. O líquido amniótico contido na bolsa tem um efeito de proteção, equalizando a pressão sobre o bebê, o que resulta em menos pressão na cabeça. O rompimento artificial das membranas aumenta as chances de infecção e cria um limite de tempo para o parto, além de resultar em contrações geralmente mais dolorosas.
14) Medicação para alívio da dor administrada apenas quando solicitado por você e com informações completas sobre possíveis efeitos sobre você, o bebê e o trabalho de parto. Todo e qualquer medicamento tem um efeito potencial que pode afetar você, seu bebê e seu trabalho de parto. Saber de antemão os benefícios e riscos dos medicamentos usados pelo médico permitem que você faça escolhas conscientes.
15) Presença de acompanhante de parto profissional para suporte contínuo (massagista, fisioterapeuta, doula, enfermeira ou obstetriz sem vínculo com o hospital). Um profissional experiente, que tenha um comprometimento com você em relação ao tipo de parto que você deseja, pode oferecer importantes informações adicionais. A presença de uma doula pode reduzir suas chances de ter uma cesárea em até 50%, tornar o trabalho de parto mais curto, fazer o uso de ocitocina menos necessário, reduzir a necessidade de anestesia e de uso do forceps. Uma massagista ou terapeuta corporal pode utilizar técnicas de alívio dos desconfortos do parto. 
16) Ocitocina ou drogas de efeito similar para indução ou aceleração do trabalho de parto apenas sob necessidade médica. As contrações induzidas por ocitocina são mais difíceis de serem suportadas do que as contrações naturais, tanto para você como para o bebê. Os riscos do parto induzido incluem restrição do suprimento de oxigênio do bebê e parto prematuro. As complicações decorrentes do uso de ocitocina podem aumentar as chances de uma cesárea ser necessária.
17) Uso de suíte de parto ou a mesma sala/quarto para o trabalho de parto e parto. Isso evita que você seja transferida às pressas, geralmente deitada de costas numa maca, da sala de pré-parto para a sala de parto, durante a fase de expulsão. Muitos hospitais já oferecem as “suítes de parto” ou “LDR (Labor and Delivery Room)” onde a parturiente fica durante todo o trabalho de parto, parto e recuperação. O uso do apartamento fora do centro obstétrico para o parto normal de baixo risco, sem intervenções, também é uma excelente opção.
DURANTE O PARTO EM SI
Você Quer?
Explicação
1) Posição para expulsão confortável (para você) e eficiente. A posição semi-reclinada (quase sentada), deitada sobre o lado esquerdo, de joelhos ou cócoras pode ser bem mais confortável do que ficar deitada de costas. Deitar de costas comprime o cóccix, diminui o diâmetro da pélvis, pode ser desconfortável e faz o útero pesar sobre artérias importantes, impedindo um bom fluxo sanguíneo. Acocorar-se faz diminuir o comprimento do canal de parto, aumenta a abertura da pélvis, e faz as contrações serem mais eficientes, já que o trabalho está sendo auxiliado pela gravidade.
2) Não usar estribos ou perneiras. A posição de litotomia, na qual você se deita de costas e coloca os pés nos estribos ou perneiras, faz com que o parto seja um esforço contra a gravidade e força você a empurrar o bebê para cima. Estribos abertos, embora dêem ao médico uma excelente visão do campo de trabalho, fazem o períneo esticar demasiadamente, aumentando as chances de laceração.
3) Episiotomia apenas se for necessário. Ao permitir que a cabeça do bebê emerja vagarosamente, apenas sob as forças uterinas, o períneo tem maiores chances de distensão, o que minimiza as chances de lacerações. A recuperação da episiotomia pode ser bastante desconfortável. A cicatriz muscular pode afetar posteriormente o prazer sexual. A episiotomia diminui o período expulsivo, podendo ser necessária em caso de sofrimento fetal ou se for preciso o uso do fórceps. Muitos profissionais de saúde fazem a episiotomia rotineiramente, independente de ser necessária, o que não tem qualquer justificativa aceitável.
4) Anestesia peridural ou raquidiana apenas se for necessária alguma intervenção cirúrgica ou a pedido materno. A anestesia é desnecessária na maioria dos partos sem complicações, sem o uso de ocitocina e com liberdade de posição. No caso de uma episiotomia, um anestésico local pode ser aplicado na hora. 
5) Nascimento suave (Parto Leboyer). O nascimento Leboyer é uma atitude, mais que um procedimento. Diminui o trauma sensorial e físico do bebê na hora no nascimento.
6) Clampeamento do cordão apenas depois que parar de pulsar. O clampeamento tardio permite que o bebê continue recebendo oxigênio pelo cordão umbilical enquanto o sistema respiratório começa a funcionar. Diminui o risco de anemia em bebês até 6 meses.
7) O Pai corta o cordão umbilical. Aumenta a participação do pai no nascimento.
8) Bebê colocado imediatamente no seu colo (ou sobre a barriga ou nos seus braços). O contato imediato pele-a-pele é benéfico. Se mãe e bebê forem cobertos com uma manta, a temperatura do bebê é mantida.
9) Bebê amamentado assim que possível. A sucção do bebê estimula a produção materna de ocitocina, que induz o delivramento da placenta e reduz o sangramento pós-parto. O reflexo de sucção do bebê é mais forte nas primeiras horas após o nascimento. O colostro age como um laxativo, limpando o trato intestinal do bebê do muco e do mecônio.
10) Antibiótico oftálmico ou nitrato de prata apenas depois do período de formação do vínculo (primeiras horas após o parto). Esses produtos interferem na visão do bebê, que é muito importante durante o período de vínculo, logo após o parto. Caso a mãe não seja portadora de gonorréia, o nitrato de prata não tem qualquer utilidade e pode provocar conjuntivite química no recém-nascido.
11) Placenta expulsa espontaneamente da parede do útero. Tração ou massagem pode fazer com que parte do tecido placentário permaneça no útero, podendo provocar infecção e hemorragia pós-parto.
12) Vínculo precoce mãe-bebê. As primeiras horas após o parto são muito importantes no desenvolvimento da ligação afetiva entre os pais e o bebê. Eles não deveriam ser separados em nenhum momento.
13) Tirar fotografias ou filmar durante o parto. São formas maravilhosas de se lembrar desses momentos incríveis, desde que não atrapalhem a concentração da mãe ou impeçam o pai de participar ativamente no auxílio à sua companheira. Algumas mulheres sentem-se constrangidas, discuta a questão antes.
PÓS-PARTO
Você Quer?
Explicação
1) Amamentar. Em termos nutricionais, o seu leite é o alimento perfeito para o seu bebê. A amamentação é uma experiência emocionalmente gratificante tanto para o bebê como para a mãe e é econômica. Ajuda o útero a contrair e voltar mais rapidamente ao tamanho normal.
2) Não deverá haver separação entre mãe e bebê a menos que haja indicação médica. O contato contínuo mãe-bebê favorece a formação do vínculo entre eles. Aumenta as oportunidades para a equipe de enfermagem oferecer instruções sobre os cuidados com o recém-nascido. Os primeiros banhos podem ser dados no quarto da mãe.
3) Não oferecer ao bebê água, leite em pó (fórmulas), chupeta ou bicos. O oferecimento de bicos e mamadeiras ao bebê pode provocar confusão, já que exigem uma ação diferente da língua, comparada à da amamentação natural. Se o bebê é alimentado no berçário entre as mamadas, ele não vai sugar adequadamente para o estímulo mamário da produção de leite.
4) Alojamento conjunto 24 horas. Permite contato íntimo entre pais e bebê, favorecendo a formação do vínculo. Você poderá amamentar sob livre demanda e aprender os primeiros cuidados com seu bebê ainda sob a supervisão das enfermeiras.
5) Pai deverá ficar no apartamento com mãe e bebê até a alta. Reforça os laços familiares. Permite que o pai participe dos cuidados com o bebê. A maioria dos hospitais particulares oferece a possibilidade do pai ficar alojado com a mãe no apartamento privado.
6) Visitação à vontade dos irmãos mais velhos. Ajuda as crianças mais velhas a perceberem que você está bem. Encoraja a aceitação do novo bebê pelos irmãos.
EM CASO DE CESÁREA
Você Quer?
Explicação
1) Escolha de médico, anestesia e hospital “amigos da mulher”, que permitam uma cesárea centrada na família. Uma seleção cuidadosa da equipe poderá garantir a participação da família, mesmo no caso da cesárea, tornando o processo mais humanizado.
2) Participação de um acompanhante de sua escolha durante a cesárea. A presença de uma pessoa querida poderá prover segurança emocional durante esse processo tão delicado, além de estar garantido por lei federal.
3) Permitir o início do trabalho de parto antes de efetuar a cesárea. O trabalho de parto é a indicação de que o bebê está pronto para nascer. Esperando pelo início do parto diminuem substancialmente as chances de seu bebê nascer prematuro, já que nenhum outro exame pode garantir que os pulmões do bebê estejam maduros.
4) Ser informada de cada procedimento associado à cesárea (testes, tricotomia, sonda urinária, etc). Saber passo a passo o que está acontecendo, permite que você fique mais relaxada e mais participante do processo.
5) Tricotomia parcial (do abdome até a altura do osso púbico). Diminui o desconforto quando os pelos começam a crescer novamente, sem aumento nas chances de infecção.
6) Uso de anestesia peridural/raquidiana (não utilização da anestesia geral). Permite que você esteja acordada no nascimento do bebê e facilita a interação. Exceto pelas emergências, geralmente há tempo suficiente para se aplicar uma anestesia regional.
7) Rebaixamento do protetor ou uso de espelho na hora do nascimento. Permite que mãe e pai assistam ao nascimento do bebê e sintam-se mais integrados à experiência de nascimento.
8) Amamentação tão logo seja possível, mesmo na mesa de cirurgia ou na sala de recuperação. Isso dá à mãe e ao bebê as mesmas vantagens do aleitamento precoce obtido nos partos vaginais.
9) Vínculo precoce mãe-bebê. Segurar e tocar o bebê pode reduzir a ansiedade dos pais, além de trazer os benefícios do vínculo precoce.
10) Sem o uso de sedativos pós-operatórios. Sedativos podem provocar amnésia materna e atrapalham a interação mãe-bebê. Ao invés de sedativos, prefira usar técnicas de relaxamento. Lembre o anestesista.
11) Alojamento conjunto com flexibilidade. Permite que você cuide do bebê de acordo com suas possibilidades. Melhora as condições para o estabelecimento dos laços mãe-bebê e da amamentação. Além disso o pai pode participar dos cuidados nos primeiros dias. No entanto um berçário deveria estar disponível para que a mãe possa se recuperar da cesariana em melhores condições.
Tabela retirada do site amigas do parto.

Agora um exemplo de um plano de parto feito por uma americana e sua médica nos anos 80.


Evolução e Parto: Sim Sob Condição Não
1. Uso da mesma sala para a evolução, parto e a recuperação.








2. Liberdade de movimento para a mãe, incluindo escolha de posição para o trabalho e o nascimento.








3. As seguintes pessoas presentes ao trabalho de parto e nasceimento.
Companheiro:
Doula:









4. Acesso a gelo e líquidos(sucos), bolsa de gelo, saco de água quente e alimentos se desejado.








5. Não fazer a tricotomia(Raspagem dos pelos pubianos)








6. Não fazer o enema(lavagem intestinal)








7. Não usar monitor fetal desnecessáriamente.








8. Não usar episiotomia(corte no períneo) de rotina.








9. Interferência no trabalho de parto, i.e., uso de sedativos, tranquilizantes, analgésicos ou anestésicos a menos que solicitado ou se necessário.








10.Sem indução de trabalho de parto.








11. Sem ruptura de membrana (ruptura artificial da bolsa d'água).








12. Evitar puxos prolongados ou intensos (sem limites para a duração do trabalho).








13. Não usar perneiras.








14. Sem estimulação artificial(inclusive massagem abdominal profunda) para expelir a placenta.








15. Itens pessoais na sala de trabalho ( fotos, aparelho de som, etc.).








Família e Bebê Sim Sob Condição Não
1. O bebê não será separado de mãe e pai: alojamento conjunto imediato.








2. Liberdade para amamentar o bebê na mesa/cadeira de parto.








3. Aquecimento com temperatura corporal, não berço aquecido.








4. Sem gotas nitrato de prata nos olhos para não interferir no estabelecimento dos laços.








5. Sem vitamina K.








6. Banho opcional somente para relaxar, preservando vernix e óleos naturais.








7.Não cortar o cordão até a pulsação parar completamente.








8. Sem aspiração com sonda naso-gástrica, se não for necessário. Usar “pêra” para a sucção de mucos na boca e nariz.








9. Manter atmosfera quieta e calma durante e após nascimento.








10. Pouca luz.








11. Sala não refrigerada.








12. Alojamento conjunto.








13. Os pais se responsabilizarão pelas primeiras observações do bebê.








14. Apenas leite de peito ou colostro para o bebê (não dar glicose) nem nenhum outro leite, bem como nenhum outro bico.








15. Liberdade para ir para casa logo que desejado, se as condições permitirem.







Espero que aproveitem bastante essas informações.
Mil beijos


Doula Pati Fróes
Carinho, apoio e cuidado no momento que a mulher mais precisa